Aos 36 anos, a fonoaudióloga Bruna Martinovic formalizou um testamento vital para determinar quais procedimentos médicos deseja evitar caso enfrente uma condição irreversível e perca a capacidade de se comunicar. O documento, elaborado enquanto a profissional mantém plena lucidez, especifica a recusa a intervenções como intubação, ventilação mecânica, traqueostomia, uso de sondas para alimentação artificial, hemodiálise e suporte por ECMO. A iniciativa busca garantir que suas escolhas pessoais sejam respeitadas em situações de incapacidade, utilizando um instrumento jurídico amparado pela legislação brasileira. O registro serve como uma diretriz clara para equipes de saúde, assegurando que a paciente não seja submetida a métodos de prolongamento da vida que ela considera contrários aos seus princípios em um cenário de doença grave sem possibilidade de recuperação.
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